Arquivo da categoria Novidades

Nevralgia do trigémeo e MTC

A acupuntura é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma abordagem terapêutica eficaz para diversas condições, incluindo a nevralgia do trigêmeo, uma das formas mais intensas e incapacitantes de dor facial. A OMS, no seu relatório de 2003 intitulado Acupuncture: Review and Analysis of Reports on Controlled Clinical Trials, incluiu a nevralgia do trigêmeo entre as condições para as quais existem evidências de eficácia clínica da acupuntura.

A nevralgia do trigêmeo caracteriza-se por episódios de dor aguda e lancinante no território inervado pelo nervo trigêmeo, geralmente unilateral, desencadeada por estímulos leves como tocar o rosto, falar ou mastigar. As causas podem estar relacionadas a compressões vasculares, processos inflamatórios ou alterações neurodegenerativas. Embora o tratamento convencional inclua medicamentos como a carbamazepina e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos, muitos pacientes não obtêm alívio completo ou não toleram os efeitos adversos. Nesse contexto, a acupuntura surge como uma alternativa segura e não invasiva.

Segundo a medicina tradicional chinesa (MTC), a nevralgia do trigêmeo é frequentemente atribuída a bloqueios do fluxo de Qi e sangue nos meridianos da face, devido à invasão de “vento-frio”, “vento-calor” ou estagnação interna por deficiência de energia (Qi) ou yin. A acupuntura visa restaurar o fluxo harmônico de Qi, desbloqueando os meridianos afetados e tonificando as deficiências subjacentes, promovendo alívio da dor e prevenindo recorrências.

Do ponto de vista biomédico moderno, diversos estudos demonstram que a acupuntura atua na modulação do sistema nervoso central e periférico, promovendo a liberação de neurotransmissores como endorfinas, encefalinas e serotonina, que têm efeitos analgésicos e reguladores da dor. Além disso, a estimulação de pontos específicos pode influenciar a condução nervosa e reduzir a excitabilidade dos neurônios nos centros da dor, especialmente no núcleo trigeminal.

Assim, a recomendação da OMS para o uso da acupuntura na nevralgia do trigêmeo baseia-se tanto em evidências clínicas quanto em mecanismos fisiológicos plausíveis. Trata-se de uma terapêutica que pode ser utilizada isoladamente ou como complemento ao tratamento convencional, proporcionando alívio significativo da dor, melhora da qualidade de vida e, em muitos casos, redução da necessidade de medicamentos com efeitos adversos.

Infeção urinária de repetição

A acupuntura e a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) no tratamento das infeções urinárias recorrentes

A acupuntura, integrada no vasto sistema da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), pode ser uma abordagem eficaz e segura no tratamento das infeções urinárias recorrentes, atuando não apenas no alívio dos sintomas agudos, mas também na prevenção de recaídas e no fortalecimento do organismo como um todo.

Segundo a visão da MTC, as infeções urinárias estão frequentemente associadas à presença de “Calor e Humidade” na bexiga, muitas vezes agravadas por uma deficiência da energia dos rins ou do baço. Esse desequilíbrio pode facilitar a estagnação e a recorrência da inflamação. Assim, o tratamento não se limita à eliminação do agente patogénico, mas visa restaurar o equilíbrio interno e fortalecer os sistemas que mantêm a saúde do trato urinário.

A estimulação de pontos como Guanyuan (RM4), Sanyinjiao (BP6) e Yinlingquan (BP9) é frequentemente utilizada para tonificar a energia dos rins, eliminar a Humidade-Calor e regular a função da bexiga. Estes pontos, estrategicamente selecionados de acordo com a condição específica do paciente, ajudam a reduzir a inflamação, aliviar a dor, melhorar o fluxo urinário e restaurar a energia vital (Qi).

Do ponto de vista da medicina moderna, vários estudos têm demonstrado que a acupuntura melhora a microcirculação local, modula a resposta imunitária e regula o sistema nervoso autónomo. Isso contribui para uma melhor adaptação do organismo ao stress — fator que pode agravar ou precipitar episódios infecciosos — e reforça a capacidade do corpo para combater agentes patogénicos.

Além disso, a acupuntura destaca-se por ser uma terapia natural, praticamente isenta de efeitos secundários quando realizada por profissionais qualificados. É particularmente indicada para pessoas com baixa imunidade, sensibilidade a antibióticos ou que sofrem frequentemente com infeções urinárias, uma vez que promove um reequilíbrio interno duradouro e reduz significativamente a probabilidade de reincidência.

Em suma, a acupuntura oferece uma alternativa terapêutica eficaz e holística para o tratamento das infeções urinárias recorrentes, aliando alívio sintomático, prevenção a longo prazo e fortalecimento da saúde global.

Menopausa e Medicina Chinesa

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a acupunctura pode ser utilizada como uma abordagem eficaz e segura no tratamento dos sintomas associados à menopausa. A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) reconhece este período como uma fase de transição fisiológica natural na vida da mulher, denominada de “síndrome do climatério”. Este conceito engloba uma variedade de sintomas físicos, emocionais e energéticos que ocorrem devido ao declínio progressivo da energia vital, especialmente do Qi e da Essência dos rins.

Na visão da MTC, os rins são considerados a “raiz da vida”, governando a reprodução, o envelhecimento e o equilíbrio hormonal. Com o avanço da idade, especialmente por volta dos 49 anos, o Yin dos rins tende a enfraquecer, o que provoca um desequilíbrio entre o Yin e o Yang do corpo. Este desequilíbrio manifesta-se clinicamente através de afrontamentos, sudorese nocturna, secura vaginal, palpitações, insónias, irritabilidade, alterações de humor, dores lombares e irregularidades menstruais. Em casos mais graves, pode haver também depressão, ansiedade ou mesmo sintomas de osteoporose.

A abordagem terapêutica da MTC é sempre baseada no princípio da diferenciação de síndromes, o que significa que cada mulher é tratada de acordo com o seu padrão específico de desequilíbrio. Os padrões mais frequentemente encontrados incluem: deficiência de Yin dos rins, deficiência de Yang dos rins, estagnação do Qi do fígado e deficiência combinada do coração e do baço.

Para tratar esses padrões, a acupunctura é amplamente utilizada, com a aplicação de agulhas em pontos estratégicos como Baihui (DU20), que acalma a mente; Sanyinjiao (SP6), que fortalece o baço, fígado e rins; Shenmen (HT7), indicado para insónias e ansiedade; e Guanyuan (REN4), que nutre o Yin e fortalece os rins. Estes pontos são escolhidos para ajudar a restaurar o equilíbrio energético, aliviar os sintomas e promover o bem-estar geral.

Além da acupunctura, a fitoterapia chinesa desempenha um papel fundamental no tratamento da menopausa. Fórmulas clássicas como Liu Wei Di Huang Wan, Zhi Bai Di Huang Wan e Xiao Yao San são frequentemente prescritas para nutrir o Yin, limpar o calor vazio, regular o fígado e harmonizar as emoções. Estas fórmulas são adaptadas a cada paciente de forma individualizada, conforme os seus sintomas e constituição energética.

Outras práticas complementares, como o Tai Chi, o Qi Gong e especialmente o Baduanjin, são também recomendadas para melhorar a circulação de Qi, reduzir o stress, fortalecer os rins e promover a serenidade emocional. A dieta e o estilo de vida são igualmente ajustados de acordo com os princípios da MTC, incentivando a moderação, o repouso adequado e a ingestão de alimentos quentes, nutritivos e que reforcem os rins e o baço.

Estudos científicos modernos confirmam que a acupunctura pode ajudar a regular o sistema nervoso autónomo, a equilibrar os níveis hormonais e a reduzir os sintomas climatéricos de forma eficaz e sem os efeitos colaterais associados a terapias hormonais convencionais. A sua acção anti-inflamatória, calmante e reguladora do humor torna-a uma ferramenta valiosa neste período de transição feminina.

Em suma, a MTC oferece uma abordagem segura, natural e personalizada para o tratamento da menopausa, focando-se não apenas no alívio dos sintomas, mas também na promoção do equilíbrio físico, emocional e energético da mulher. A integração destas terapias no acompanhamento clínico pode melhorar significativamente a qualidade de vida durante esta fase.

Menstruação irregular e MTC

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a acupuntura pode ser usada para tratar a menstruação irregular.

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a menstruação irregular é considerada uma manifestação de desequilíbrios internos nos sistemas energéticos do corpo, especialmente relacionados ao Fígado, Baço e Rim. Estes órgãos, na visão da MTC, são os principais responsáveis pela produção, transformação e circulação do sangue e da energia vital (Qi) que regulam o ciclo menstrual.

A acupunctura atua restabelecendo o fluxo harmonioso de Qi e sangue através dos meridianos, desbloqueando estagnações e nutrindo deficiências. Pontos específicos são escolhidos de acordo com o diagnóstico energético da paciente, o que permite uma abordagem personalizada e holística. Por exemplo, se há tensão emocional associada, que afeta o Fígado e causa ciclos irregulares ou dolorosos, pontos que acalmam o Shen (mente) e regulam o Fígado serão usados.

Além disso, a fitoterapia chinesa complementa a acupunctura, utilizando fórmulas tradicionais para tonificar o sangue, regular o ciclo e equilibrar as hormonas naturalmente. Ao contrário de tratamentos hormonais sintéticos, a MTC visa tratar a raiz do problema e não apenas os sintomas.

Estudos clínicos modernos têm demonstrado que a acupunctura pode influenciar positivamente o eixo hipotálamo-hipófise-ovário, responsável pela regulação hormonal, e melhorar a circulação uterina, promovendo ovulações mais regulares e menstruações equilibradas.

Portanto, a acupunctura e a MTC oferecem uma alternativa segura, natural e eficaz para mulheres que sofrem de menstruação irregular, promovendo equilíbrio físico e emocional a longo prazo.

Dismenorreia e Medicina Chinesa

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a acupunctura é eficaz no tratamento da dismenorreia (dor menstrual). Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), acredita-se que essa dor decorre da estagnação do Qi e do sangue, da obstrução dos meridianos por frio, ou de deficiências do baço e rim, afetando a circulação uterina. A acupunctura actua regulando o fluxo energético e sanguíneo, desobstruindo os meridianos e restaurando a função dos órgãos internos. A estimulação de pontos como Zusanli, Sanyinjiao e Guanyuan activa a capacidade de autorregulação do organismo, alivia os espasmos uterinos e reduz a dor.

Do ponto de vista biomédico, a acupunctura promove a libertação de neurotransmissores como endorfinas e encefalinas, que têm efeitos analgésicos naturais e ajudam a regular o sistema nervoso central. Também contribui para o equilíbrio do sistema nervoso autónomo, melhora o fluxo sanguíneo uterino e pélvico, e reduz a inflamação local. Este efeito combinado ajuda a aliviar significativamente as dores menstruais e a melhorar o bem-estar da mulher.

Além disso, ao harmonizar o Qi dos órgãos internos, especialmente do fígado e dos rins, a acupunctura contribui para o equilíbrio hormonal e o fortalecimento das funções fisiológicas do útero. É um tratamento seguro, com poucos efeitos adversos, e que pode ser utilizado isoladamente ou em conjunto com outras terapias. Por isso, é cada vez mais recomendada como alternativa eficaz no tratamento da dismenorreia, especialmente nos casos crónicos ou em pacientes que desejam evitar medicamentos analgésicos ou hormonais.

Amenorreia e Medicina Chinesa

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a acupunctura e a medicina tradicional chinesa (MTC) são reconhecidas como eficazes no tratamento da amenorreia, ou seja, a ausência de menstruação. Na visão da MTC, esta condição está frequentemente relacionada com desequilíbrios internos, como a deficiência de sangue, estagnação do Qi (energia vital), frio acumulado no útero ou fragilidade dos rins e do baço — órgãos fundamentais na regulação do ciclo menstrual segundo a medicina chinesa.

A acupunctura actua através da estimulação de pontos específicos no corpo, com o objectivo de promover a livre circulação de energia e sangue, equilibrar as funções hormonais e melhorar a irrigação sanguínea da região pélvica. Ao mesmo tempo, ajuda a regular o eixo hipotálamo-hipófise-ovário, estrutura essencial do sistema endócrino responsável pela regulação dos ciclos menstruais. Também tem um efeito calmante sobre o sistema nervoso, ajudando a reduzir o stress, um dos factores que frequentemente contribui para alterações menstruais.

Para além da acupunctura, a fitoterapia chinesa pode ser utilizada de forma complementar, com fórmulas que tonificam o sangue, aquecem o útero ou desbloqueiam estagnações. Ao contrário dos tratamentos hormonais convencionais, estas abordagens não introduzem substâncias artificiais no organismo, sendo por isso bem toleradas e com poucos efeitos secundários.

A medicina tradicional chinesa propõe uma abordagem holística, tratando não apenas os sintomas mas também as causas profundas do desequilíbrio. A combinação entre acupunctura, fitoterapia e mudanças no estilo de vida pode contribuir de forma segura e eficaz para a recuperação dos ciclos menstruais, promovendo a saúde ginecológica da mulher de forma integral e duradoura.

Profissionais portugueses de medicina tradicional chinesa estudam em Jiangxi

De: Xinhua News agency

No campus do Lago Oeste do Hospital Subordinado à Universidade de Medicina Tradicional Chinesa da Província de Jiangxi, a fumaça da moxabustão espiralava-se, enquanto alguns portugueses proviam acupuntura para pacientes, e alguns idosos com cabelos grisalhos faziam sinais de “ok” com os polegares. Esses praticantes estrangeiros de medicina tradicional chinesa, que atravessaram o oceano para fazer estágios na China por três semanas, são o sexto grupo de estagiários do programa de intercâmbio sino-português organizado pelo Hospital Subordinado à Universidade de Medicina Tradicional Chinesa da Província de Jiangxi.

Paula Morgada, uma estagiária que estava aplicando acupuntura em um paciente, originalmente sofria de uma doença ocular rara. Uma engenheira ambiental que trabalhou 24 anos para o governo, ela, após ter procurado tratamento ocidental sem sucesso, decidiu aprender Medicina Tradicional Chinesa (MTC) para se salvar. Depois de décadas de trabalho árduo, não só curou sua doença ocular como obteve uma licença para praticar MTC, se apaixonando ainda por outro praticante estrangeiro de MTC com o qual formou uma família.

Desde então, Paula tem se dedicado a usar seu conhecimento de MTC para curar os portugueses de suas doenças. Ela disse que a MTC agora se tornou a segunda opção de tratamento em Portugal, depois da medicina ocidental, e cada vez mais pessoas estão dispostas a experimentar a fisioterapia da medicina chinesa, assim como muitos enfermeiros e médicos estão estudando MTC.

Há muitos outros alunos como Paula, que trabalhavam anteriormente em outros campos, como comércio e educação, e por acaso foram atraídos pelo charme da MTC, então desistiram de suas carreiras originais para então estudar e passar no exame para se tornar um praticante de MTC em tempo integral.

Em fevereiro de 2018, a MTC ganhou uma legislação abrangente e foi incorporada ao sistema de ensino superior em Portugal, enquanto os praticantes começaram a poder solicitar certificados de terapeuta licenciado em MTC. Portugal tornou-se o primeiro país da Europa Ocidental a legislar sobre a gestão e a prática autônomas da MTC, independentemente da jurisdição da medicina ocidental, e a considerar a acupuntura como parte da MTC como um todo.

Ana Cid, que veio estudar juntamente com Paula, disse que sua renda não é baixa, já que mais da metade da população do país europeu já teve contato direto ou indireto com a MTC e a aceitação da MTC pelo público é alta em Portugal.

Falando sobre os motivos que a levaram a estudar na China, Felipa Thomaz disse que depois de estudar MTC por seis anos, ficou profundamente impressionada pela profundidade da MTC, por isso estava ansiosa para vir ao local de nascimento da MTC para experimentar a cultura da medicina tradicional e aprender mais casos e conhecimentos para aprimorar suas habilidades de tratamento.

A MTC tem uma longa história com Portugal. Desde 1938, quando Portugal emitiu a primeira licença para a prática da MTC em Macau, ela se desenvolveu nos últimos cem anos para formar uma grande equipe da MTC, com uma pequena porcentagem de membros chineses. A promoção de profissionais nacionais tem sido um fator importante no desenvolvimento da MTC em Portugal. À medida que continuam a acumular experiência na prática, eles desejam cada vez mais vir à China para obter mais treinamento e aprendizado.

Em 2016, o Centro Sino-Português de Medicina Tradicional Chinesa foi autorizado pela Administração Estatal de Medicina Tradicional Chinesa a se estabelecer em Lisboa, capital de Portugal, e começou a realizar serviços de diagnóstico e tratamento online e offline, como acupuntura, ginecologia e “tuina”.

Com o objetivo de aprimorar o nível de teoria e prática clínica dos praticantes locais de MTC em Portugal, o Centro, juntamente com o Hospital Subordinado à Universidade de Medicina Tradicional Chinesa da Província de Jiangxi, começou a realizar o Curso de Treinamento para Estagiários Estrangeiros sobre Técnicas de Diagnóstico e Tratamento Característicos da MTC do Centro Sino-Português de MTC. Um total de 13 estagiários estrangeiros vieram à China para estudar por três semanas este ano, e todos eles são praticantes de MTC registrados no Ministério da Saúde de Portugal.

Para que eles possam aprender melhor os métodos de diagnóstico e tratamento da medicina tradicional chinesa, o treinamento adota uma combinação de palestras teóricas e estágios clínicos, que abrangem principalmente as teorias básicas da MTC, técnicas de acupuntura, de moxabustão, de ventosaterapia com uso de fogo e “guasha”, e tratamentos de acupuntura e moxabustão para doenças comuns, entre os outros.

O Hospital Subordinado à Universidade de Medicina Tradicional Chinesa da Província de Jiangxi também os equipou com intérpretes, desenvolveu materiais didáticos e materiais de estudo em inglês e português, e alguns professores podem dar aulas totalmente em inglês para que os estagiários possam entender a essência da MTC. Os estagiários não apenas podem aprender os conceitos e os livros clássicos da MTC, mas também podem se comunicar com médicos veteranos experientes, medir o pulso dos pacientes e tratar suas doenças para enriquecer sua experiência na prática da medicina.

O diretor do Centro Sino-Português de Medicina Tradicional Chinesa, Yan Chunming, disse que mais de cem estudantes portugueses participaram do programa de intercâmbio até agora. “Em Portugal, eles não são apenas praticantes de MTC, mas também promotores da MTC. Eles trarão as experiências a suas estudantes, permitindo que a MTC seja transmitida e desenvolvida posteriormente em Portugal”, disse ele.

A delegação da Universidade Tianjin de MTC visitou o nosso centro

No dia 22 de junho de 2025, o Professor Zhang Junhua, Vice-reitor da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Tianjin, liderou uma delegação em visita ao Centro Sino-Português de Medicina Chinesa, onde foi calorosamente recebido. O objetivo da visita foi reforçar a cooperação sino-portuguesa nas áreas do ensino, investigação científica e formação de recursos humanos em medicina tradicional chinesa (MTC).

Durante a reunião, o Professor Zhang apresentou os mais recentes avanços da universidade na internacionalização do ensino, na promoção da MTC no estrangeiro e na integração multidisciplinar sob a iniciativa “MTC+”. As duas partes trocaram opiniões sobre a realização conjunta de projetos de investigação, a criação de bases de estágio internacionais, a oferta de cursos especializados em MTC e a organização de conferências académicas internacionais, discutindo ainda a possibilidade de estabelecer um mecanismo de cooperação a longo prazo.

O responsável do Centro sublinhou o compromisso da instituição em servir de plataforma estratégica para a difusão da MTC nos países lusófonos, manifestando grande interesse em desenvolver uma colaboração prática e eficaz com a Universidade de Tianjin.

A visita da delegação deu novo impulso à cooperação sino-portuguesa na área da medicina tradicional chinesa, com ambas as partes a manifestarem a intenção de manter um contacto estreito e de promover a concretização dos projetos em breve.